[REVIEW] WARHEAD CIRCUS É UM SIMULADOR DE DESVIAR DE MÍSSEIS


Para quem sempre sonhou em pilotar no meio do caos coreografado de animes como Macross, Warhead Circus surge como um simulador focado puramente na arte de esquivar de mísseis. O título entrega um espetáculo visual de fumaça e explosões nos primeiros minutos, mas desafia a paciência do jogador com controles técnicos e uma poluição visual que transforma cada partida de 10 a 17 minutos em um verdadeiro teste de sobrevivência. Agradeço aos desenvolvedores por me mandarem a Key do jogo.

Sem História Somente Ação: O jogo não foca em uma narrativa densa. Sua premissa é puramente arcade: você é um piloto de caça em uma arena espacial, enfrentando ondas intermináveis de mísseis e inimigos. O objetivo central é a sobrevivência, remetendo ao conceito japonês de Itano Circus (famoso em animações como Macross), onde centenas de mísseis cruzam a tela deixando rastros de fumaça em padrões complexos.

GRÁFICO E SOM: Caos Visual e Música sem Sal
  • Gráfico: É o ponto mais forte e, ao mesmo tempo, um dos mais problemáticos. Visualmente, o jogo consegue reproduzir com maestria o efeito de centenas de mísseis com rastros de fumaça coloridos, criando cenas dignas de animes de ficção científica. No entanto, o excesso de poluição visual torna a visibilidade péssima no final do jogo; os rastros ocultam o seu próprio caça, tornando quase impossível distinguir a orientação (frente/verso) da nave.

  • Som: Cumpre o papel de manter a adrenalina, mas a experiência é dominada pelos efeitos sonoros de explosões e alertas de mísseis travados em você.

JOGABILIDADE: Um Simulador Exigente
A jogabilidade é focada em um modo de sobrevivência onde o ataque é automático e o jogador controla apenas a movimentação.
  • Controles: Ao contrário de jogos de arcade casuais, Warhead Circus utiliza um sistema de voo completo (eixo de guinada, arfagem e rolagem). Isso exige conhecimento de simuladores de voo, o que pode afastar iniciantes.

  • Mecânicas de Esquiva: Existem dois movimentos principais: o Barrel Roll e o Looping 360º. O jogo utiliza um sistema de Perfect Dodge que recupera vida ou energia. Contudo, críticos apontam que o Barrel Roll é inútil no final do jogo, pois reduz sua velocidade e te deixa vulnerável logo após o curto período de invencibilidade.

  • Progressão: Conforme você sobe de nível, sua velocidade aumenta drasticamente. Após os 10 minutos de sobrevivência, a velocidade se torna tão alta que a nave frequentemente bate nas bordas invisíveis do mapa, tornando o controle e a microgestão quase inexistentes.


Pontos Positivos:
  • Fidelidade Visual: A melhor representação do estilo Itano Circus disponível hoje no mercado indie.
  • Preço Acessível: Condizente com a proposta de um jogo arcade curto.
  • Satisfação Inicial: As primeiras partidas oferecem uma sensação única de dança entre os mísseis.

Pontos Negativos:

  • Baixa Vida Útil: Muitos jogadores sentem que o jogo acaba em cerca de 90 minutos, após desbloquear as conquistas principais.
  • Problemas de Interface e Visibilidade: A falta de indicadores de direção e a poluição visual impedem a compreensão da posição da nave.
  • Desequilíbrio no Late-Game: Após 10-15 minutos, a velocidade excessiva e o caos visual tornam o jogo praticamente injogável ou puramente baseado em sorte/repetição de botões de esquiva.
RESUMO:
Warhead Circus é um simulador de esquiva de mísseis visualmente deslumbrante, mas mecanicamente raso. Ele entrega exatamente o que promete: uma recriação frenética de batalhas espaciais de anime. No entanto, a falta de clareza visual e os controles que não se adaptam bem à velocidade final do jogo fazem com que ele seja uma experiência curta e, por vezes, frustrante. É recomendado apenas para entusiastas de simuladores de voo e fãs fervorosos da estética Macross.

NOTA FINAL: 6/10


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