[REVIEW] TALES OF GRACES F REMASTERED FOI UMA ESCOLHA BRILHANTE PARA UM REMASTER


Eu nunca joguei o Tales of Graces f original, então essa foi a minha primeira experiência com o jogo. Terminei o jogo ano passado e fui revisitando esse ano para relembrar algumas coisas para a review. Essa jornada serviu como o aquecimento perfeito para o que veio em seguida, pois já emendei a jogatina com Tales of Xillia Remastered agora em 2026 que, inclusive, será o tema da nossa próxima review por aqui. Mas antes de falarmos da jornada de Jude e Milla, precisamos celebrar o brilho de Asbel e Sophie neste título que inaugurou o projeto de 30 anos da série Tales of.

HISTÓRIA: Amizade, Trauma e Reencontro: A jornada segue Asbel Lhant em dois momentos distintos: sua infância curiosa e sua vida adulta como cavaleiro. Após uma tragédia na juventude que dispersou seu grupo de amigos e sua família, Asbel retorna sete anos depois para reencontrar seu irmão Hubert e sua amiga de infância Cheria, cujas relações foram marcadas pelo tempo e pelo ressentimento.

O enredo brilha ao focar na reconstrução desses laços e na proteção da misteriosa Sophie. O jogo veste o coração na manga, abordando temas de perdão e amadurecimento com uma sinceridade contagiante. O arco adicional do epílogo, Lineage and Legacies, é um destaque à parte, oferecendo um fechamento satisfatório para os personagens que poucos JRPGs conseguem alcançar.

GRÁFICO E SOM: Estilo que Vence o Tempo:  Sendo um remaster de um jogo de 2009/2012, os ambientes e dungeons podem parecer simples e lineares (corredores com paredes invisíveis). No entanto, o design de personagens de Mutsumi Inomata é impecável, e os modelos 3D estão nítidos e bem animados. No PS5, o jogo roda de forma impecável, com carregamentos quase instantâneos. A trilha de Motoi Sakuraba entrega o clássico estilo da série: temas relaxantes para cidades e batalhas de alta octanagem. A dublagem em inglês envelheceu muito bem, e o remaster inclui novas skits dubladas com o elenco original (com Alexis Tipton substituindo Laura Bailey como Cheria de forma quase imperceptível).

JOGABILIDADE: O Ápice do Combate Action RPG: O sistema Style Shift Linear Motion Battle System é, sem dúvida, um dos melhores da franquia:
  • A-Artes e B-Artes: Cada personagem possui dois estilos de luta distintos que consomem CC (Chain Capacity). Não há barras de mana (TP), o que torna as lutas rápidas, fluidas e focadas em combos e esquivas perfeitas.

  • Dualizing e Eleth Mixer: O sistema de crafting (Dualizing) é profundo e viciante, permitindo criar desde omeletes que curam o grupo automaticamente até equipamentos poderosos. O Eleth Mixer complementa isso, gerando itens e bônus passivos durante a exploração.

  • Progressão por Títulos: Em vez de apenas subir de nível, você equipa Títulos que ensinam novas habilidades e atributos conforme você ganha SP nas batalhas.

Pontos Positivos:

  • Combate Masterful: Rápido, tático e extremamente recompensador para todos os personagens jogáveis.
  • Elenco Memorável: As skits (diálogos opcionais) são hilárias e dão uma profundidade humana raramente vista ao grupo.
  • Melhorias: Novos ícones de destino, função de correr e salvamento rápido tornam a experiência fluida.

Pontos Negativos:

  • Backtracking Excessivo: Algumas skits e missões secundárias exigem que você volte a locais antigos sem aviso claro, o que pode ser cansativo.
  • Design de Mapa Datado: Os cenários são lineares e vazios se comparados a títulos modernos como Tales of Arise.
RESUMO
Tales of Graces f Remastered é a prova de que um bom sistema de jogo e personagens carismáticos são atemporais. Ele captura a nostalgia de reencontrar um velho amigo e descobre que ele está melhor do que você lembrava. Se você é fã de JRPGs ou busca um sistema de combate que desafie seus reflexos e estratégia, este título é obrigatório. Foi um começo brilhante para o projeto de 30 anos da série e uma das experiências mais puras e divertidas que o gênero pode oferecer.

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