[REVIEW] TALES OF XILLIA REMASTERED CUMPRE O QUE PROMETE EM UM REMASTER


Após Tales of Graces f Remastered no ano passado, mergulhei de cabeça em Tales of Xillia Remastered agora no inicio de 2026. Nunca tinha jogado o original no PS3 já que comecei a jogar a franquia Tales Of com Zestiria. Se em Graces o foco era a precisão, em Xillia o que nos prende é a conexão tanto mecânica, através de seu sistema de elos em combate, quanto emocional, ao acompanharmos o amadurecimento improvável entre um estudante de medicina e o próprio Senhor dos Espíritos.

HISTÓRIA: O Estudante e a Entidade: A trama se passa em Rieze Maxia, um mundo sustentado pela simbiose entre humanos e espíritos. O enredo começa quando Jude Mathis, um dedicado estudante de medicina, cruza o caminho de Milla Maxwell, uma mulher que afirma ser o Senhor dos Espíritos. Após uma tentativa fracassada de destruir uma arma perigosa que drena mana, Milla perde seus poderes elementais e os dois tornam-se fugitivos.

O ponto forte, como de costume na série, são as dinâmicas de grupo e as skits. Cada personagem tem um arco de crescimento claro e bem fundamentado. A dublagem (em japonês) é boa, tirando um ou outro personagem que por algum motivo a qualidade do áudio parecia estranha como a Agria por exemplo.

GRÁFICO E SOM: O Charme da Era PS3 em Alta Definição: Mesmo sendo um jogo de duas gerações atrás, o design visual é vibrante. O remaster está com uma boa resolução e taxa de quadros, tornando os ambientes coloridos e os modelos de personagens bonitos. Embora as animações de cutscenes mantenham uma certa rigidez clássica da época, o estilo artístico carrega o jogo com facilidade. A trilha sonora é sólida e varia dependendo de qual protagonista você escolhe no início. O trabalho sonoro nas batalhas é empolgante, ajudando a ditar o ritmo frenético dos confrontos.

JOGABILIDADE: Elos, Combos e Evolução Gráfica: O sistema de combate Double-Raid Linear Motion Battle System introduz o conceito de Link:

  • Linked Artes: Ao vincular-se a um parceiro de IA, você ganha habilidades de suporte e pode executar ataques combinados devastadores. O sistema é viciante e incentiva a troca constante de parceiros para maximizar o dano durante o Overlimit.

  • Crescimento (Lilium Orb): A progressão não é linear. Você usa pontos em um sistema de grade (estilo o Sphere Grid de FFX) para desbloquear atributos e artes na ordem que preferir, oferecendo uma liberdade tática bem-vinda.

  • Sistema de Protagonista Duplo: No início, você escolhe entre Jude ou Milla. Na prática, a diferença é pequena, pois eles passam a maior parte do tempo juntos. A recomendação geral é começar com Jude, já que a rota dele explica melhor certos eventos da trama que ficam vagos na de Milla.

Pontos Positivos:

  • Combate Addictivo: O sistema de elos e artes encadeadas é um dos mais divertidos e profundos da franquia.
  • Melhorias: Auto-save, dash no campo, possibilidade de desligar encontros e marcadores claros no mapa tornam o jogo muito mais fluido.
  • Remaster Robusto: Performance estável e resolução nítida revitalizam o visual clássico.

Pontos Negativos:

  • Protagonismo Duplo Subutilizado: A escolha de personagem muda pouco a experiência geral, parecendo às vezes um incentivo artificial para o replay.
  • Grade Shop Frontal: Assim como em Graces f, o menu de trapaças e bônus aparece logo no início, o que pode quebrar a progressão para novos jogadores que não sabem o que ativar.
RESUMO
Tales of Xillia Remastered é um ótimo jogo. Ele equilibra perfeitamente um elenco carismático com um sistema de combate que recompensa a criatividade do jogador. Se você gostou de Graces f, este é o passo seguinte natural.


NOTA FINAL: 8,5/10

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