[REVIEW] CULTIVANDO LAÇOS E RESTAURANDO DIVINDADES EM RUNE FACTORY: GUARDIANS OF AZUMA


Após o morno Rune Factory 5, precisava de mais do que apenas uma sequência; precisava de um novo fôlego. Guardians of Azuma surge não apenas como um sucessor, mas como uma reinvenção que abraça a mística e a beleza das terras orientais. Ao fundir a tradicional simulação de fazenda com um sistema de combate que flerta com a agilidade de títulos modernos e uma narrativa que coloca o destino de deuses em suas mãos, o jogo tenta equilibrar o carisma de seu elenco com uma liberdade inédita de reconstrução de vilas.

HISTÓRIA: O Despertar do Dançarino da Terra: A trama acompanha uma protagonista sem memórias que descobre ser uma Earth Dancer, destinada a salvar Azuma do Colapso Celestial. A jornada começa com a missão de despertar deuses em diferentes vilarejos, evoluindo para uma narrativa focada em personagens com apostas emocionais genuínas na segunda metade.

O mundo é rico em folclore japonês, com vilas inspiradas em locais reais como Kyoto. Embora o enredo utilize clichês conhecidos de anime, o elenco é um ponto forte: desde deusas imponentes como Kanata até o retorno de personagens como Hina (RF5). No entanto, o sistema de Rewoven Fates permite explorar diferentes romances em mundos paralelos, removendo a pressão de uma escolha única, o que pode desagradar quem prefere o peso do compromisso matrimonial clássico.

GRÁFICO E SOM: Estética Oriental e Desempenho: O estilo artístico é colorido e vibrante, abraçando a estética oriental de Azuma. Contudo, tenho críticas a aparência plana de alguns cenários e texturas simples em dungeons mais avançadas. No PC, o desempenho é estável e livre de bugs graves. A trilha sonora é boa, utilizando instrumentos tradicionais que complementam a ambientação. A dublagem (tanto em inglês quanto em japonês) é de alta qualidade, dando vida e emoção aos eventos de bonding.


JOGABILIDADE: Combate Rítmico e Simulação de Vila
  • Combate: O sistema foi refinado, lembrando a fluidez de Genshin Impact, com esquivas perfeitas que desaceleram o tempo. Você pode lutar com diversas armas, de lâminas duplas rápidas a arcos, cada uma com sua própria árvore de habilidades. Apesar disso, alguns jogadores podem achar o combate raso pela falta de interações elementares mais complexas.

  • Farming e Vilas: A grande novidade é a reconstrução das vilas. Você pode plantar onde quiser (criando ladrilhos de terra), construir prédios e decorar. O sistema de gerenciamento permite atribuir NPCs para tarefas diárias, automatizando a fazenda para que você foque na exploração.

  • Exploração: O mundo é vasto, incluindo ilhas voadoras acessíveis montado em um dragão. No entanto, o design das masmorras é criticado por ser linear demais, baseando-se em corredores e quebra-cabeças repetitivos de Limpeza de Blight.


Pontos Positivos:
  • Elenco Memorável: Personagens cativantes com eventos de vínculo bem escritos e dublados.
  • Combate Fluido: Melhoria drástica na movimentação e resposta em relação ao Rune Factory 5.
  • Customização de Vila: Liberdade para decorar e reconstruir assentamentos do zero.
  • Sistema de Progressão: Árvores de habilidades que recompensam quase qualquer atividade realizada.

Pontos Negativos:

  • Masmorras Monótonas: Design de níveis simplista e repetitivo que pode cansar em sessões longas.
  • Interface e Menus: Excesso de menus para tarefas simples como culinária, além de falta de informações claras sobre certos atributos (como o que o status Mind faz).
  • Escala Reduzida: Algumas áreas de vilas parecem pequenas demais para a quantidade de decorações disponíveis.
  • DLC de Romance: Dois candidatos a casamento estão bloqueados por conteúdo pago, mesmo estando presentes no jogo base.
RESUMO
Rune Factory: Guardians of Azuma é um passo ousado para a franquia. Ele brilha como um simulador de vida, entregando um mundo belo e personagens pelos quais é fácil se apaixonar. Para os fãs de longa data, a modernização do combate e a liberdade de construção são adições bem-vindas. Por outro lado, aqueles que buscam um RPG de ação com masmorras complexas e sistemas de crafting extremamente técnicos podem sentir falta da profundidade de títulos passados. No fim, é uma jornada emocional e viciante sobre restaurar a esperança em uma terra castigada.


NOTA FINAL: 7/10
Rune Factory: Guardians of Azuma já está disponível para PS5, Xbox X|S, Nintendo Switch 1, Nintendo Switch 2 e para PC (Steam).

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