[REVIEW] DESCOBRINDO POR QUE BUBSY TEM UMA MÁ FAMA NA SUA COLETÂNEA BUBSY IN: THE PURRFECT COLLECTION

Movido por uma curiosidade genuína de entender por que Bubsy ter sua fama de mascote problemático, decidi mergulhar pela primeira vez em sua história com Bubsy in: The Purrfect CollectionEntre controles de momentum caóticos e mortes instantâneas, esta coletânea da Limited Run Games prova que, mesmo para um novato na franquia, existe um valor histórico inegável em documentar os capítulos mais estranhos, e frustrantes, da era dos 16 e 32 bits.

HISTÓRIA: O Mascote que o Tempo (Quase) Esqueceu: Bubsy nunca foi projetado para ser um grande videogame; ele foi concebido como um desenho animado interativo. A coletânea deixa isso claro ao incluir o piloto do desenho animado (terrivelmente fascinante) e manuais de época que dão o contexto que falta nos jogos: por que raios um lince sem calças está sendo caçado por tudo o que existe? A narrativa é secundária ao carisma forçado do personagem, mas a inclusão de press kits e documentos de época revela uma indústria que priorizava a imagem do mascote sobre a jogabilidade.


GRÁFICO E SOM: Estética 16-bits: Os jogos de 16-bits mantêm suas cores vibrantes e animações fluidas (para os padrões da época), enquanto Bubsy 3D é apresentado em toda sua glória poligonal nauseante. O museu digital é o destaque, repleto de artes conceituais, fotos de mercadorias antigas e comentários que elevam a experiência de apenas jogar para estudar a história. O jogador é constantemente presenteado com a voz rouca de Bubsy e seus trocadilhos felinos. O reprodutor de música incluído permite apreciar as trilhas sem o estresse de morrer a cada três segundos.


JOGABILIDADE: Momentum, Caos e a Salvação do Rewind: Jogar Bubsy hoje é uma lição de masoquismo retro. A física é baseada em um momentum bizarro: o personagem corre rápido demais, mas morre com um único toque de quase qualquer objeto (incluindo quedas altas, uma decisão de design imperdoável para um jogo de plataforma). A detecção de colisão é punitiva e o design dos níveis é confuso, muitas vezes deixando o jogador sem saber para onde ir. A grande salvação é o recurso de Rewind.


Pontos Positivos:
  • Aula de Preservação: O conteúdo de museu é de alto nível, estabelecendo um novo padrão para coletâneas retrô.
  • Recursos de Acessibilidade: O sistema de save states e rewind transforma um jogo impossível em algo finalizável.
  • Bubsy 3D Remasterizado: A tentativa de consertar os controles do que é chamado de o pior jogo da franquia é um gesto nobre.

Pontos Negativos:

  • Jogos Intrinsecamente Ruins: Nenhum extra do mundo muda o fato de que a jogabilidade original é frustrante e mal projetada.
  • Bugs de Emulação: Ocorrem pequenos problemas, como em Bubsy II, onde o jogo te joga de volta na fase assim que você a termina, exigindo o uso do rewind para escapar do loop.
  • Dano de Queda: Sim, os jogos tem isso e é horrível.
RESUMO
Bubsy in: The Purrfect Collection não é sobre jogar bons jogos, é sobre possuir um pedaço caótico da história dos games. A Limited Run Games tratou a série com muito mais carinho do que ela provavelmente merecia, entregando uma coletânea impecável de jogos medíocres. No fim, a coleção é excelente; os jogos é que são uma dor de cabeça.

NOTA FINAL: 6,5/10

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