[REVIEW] RESIDENT EVIL REQUIEM MOSTRA TUDO QUE A CAPCOM APRENDEU DESDE O RE7 E OS REMAKES
O enredo é o motor da experiência, fundamentado em um ritmo excelente de revelações. A narrativa explora o projeto misterioso Elpis e entrega uma reviravolta final impactante sobre a conexão de Grace com os experimentos. Embora os vilões não sejam os mais memoráveis da saga, a química entre os protagonistas e o peso emocional carregado por Grace elevam o texto, oferecendo um fan service respeitoso que preenche lacunas de trinta anos de história.
GRÁFICO E SOM: O Ápice da RE Engine: Visualmente, este é possivelmente o melhor jogo da série. Os ambientes são densos, interativos e grotescos. O design de criaturas atinge um novo patamar de nojo, com zumbis realistas e mutações que são verdadeiros materiais de pesadelo. A sonoplastia é impecável, mantendo a tensão constante de que algo está sempre observando o jogador. O elenco de voz brilha, com Stephany Custodi entregando uma Grace vulnerável e determinada, enquanto Felipe Grinnan mantém o equilíbrio perfeito entre a competência e as frases de efeito clássicas de Leon.
Grace (Horror de Sobrevivência): Suas seções são lentas e deliberadas. Jogar em primeira pessoa acentua a vulnerabilidade. Aqui, o foco é a gestão de recursos, contagem de balas e o uso de itens de cura escassos. Ela coleta tecidos cerebrais para fabricar suprimentos, em um sistema de crafting intuitivo.
Leon (Ação-Horror): Quando Leon assume, o jogo se torna uma fantasia de poder. Ele utiliza finalizações físicas, armas pesadas e pode até aparar ataques com um machado (que precisa ser amolado). Suas seções são rápidas, focadas no controle de multidões e upgrades de armas baseados em moeda.
Dinâmica de Mapa: Um detalhe brilhante é a exploração compartilhada da área inicial. Leon pode limpar uma sala infestada para facilitar a vida de Grace quando ela precisar passar por ali para buscar um item chave.
- Contraste de Gameplay: A alternância entre o terror paralisante de Grace e a catarse explosiva de Leon evita que o jogo se torne monótono.
- Replay Value: Áreas que mudam dependendo do personagem e cenas opcionais recompensam quem explora cada canto.
- Modo Clássico: A opção de usar Ink Ribbons (fitas de tinta) para salvar retorna, satisfazendo os fãs puristas.
Pontos Negativos:
- Mecânicas Descartáveis: Algumas ideias, como a coleta de moedas de Grace na primeira área, desaparecem sem explicação no restante do jogo.
- Inconsistência no Desafio: O auto-save nas partes do Leon (mesmo no modo clássico) reduz a tensão que as seções da Grace constroem tão bem.
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