[REVIEW] 100 DIAS EM THE HUNDRED LINE: LAST DEFENSE ACADEMY
Raramente vemos um estúdio colocar toda a sua existência em xeque por uma única obra, mas é exatamente onde a TooKyo Games se encontrava com The Hundred Line: Last Defense Academy. Nascido do desejo de fundir o desespero de Danganronpa com as tramas alucinantes de Zero Escape, este projeto não é apenas um jogo, mas uma aposta de tudo ou nada que quase levou a equipe à falência. Lançado em 2025, o título nos confina em uma academia militar onde 15 estudantes têm 100 dias para proteger o que restou da humanidade contra invasores bizarros. Com uma estrutura narrativa colossal que promete, e entrega, mais de 100 finais diferentes, o jogo desafia gêneros ao misturar RPG tático, simulação de vida e um enredo que parece determinado a explodir a cabeça do jogador a cada nova rota.
O enredo é uma teia complexa de mistérios que remete ao estilo de Fate/Stay Night e Virtue’s Last Reward. Com uma estrutura de roteiro que exige mais de 130 horas para ser totalmente explorada, o jogo oferece impressionantes 101 finais. As rotas se entrelaçam, revelando informações cruciais que só fazem sentido após múltiplas jogadas, passando por gêneros que vão do terror ao romance com o humor mórbido característico de Kodaka.
1. Simulação de Vida: Durante o tempo livre, você interage com colegas, dá presentes e aumenta atributos através de um sistema de boletim escolar, essencial para fortalecer os laços e habilidades.
2. Exploração e Tabuleiro: Trechos de exploração lembram um jogo de tabuleiro ao estilo Mario Party ou Oregon Trail, onde decisões rápidas e coleta de materiais de crafting ditam sua sobrevivência.
3. Combate Estratégico (SRPG): As batalhas por turno recompensam a agressividade. Matar inimigos específicos concede ações extras, permitindo turnos prolongados. O uso do Voltage Gauge libera ataques devastadores, mas o jogo inverte tropos: usar o poder máximo pode matar o personagem temporariamente, incentivando sacrifícios táticos para ganhar pontos de upgrade em vez de níveis tradicionais.
- Narrativa Monumental: A profundidade das rotas e a quantidade de finais criam uma experiência de descoberta constante e viciante.
- Sistema de Combate Tenso: A economia de HP baixo e a necessidade de agressividade mantêm as batalhas desafiadoras do início ao fim.
- Direção de Arte Única: A transição do traço de Komatsuzaki para o 3D foi executada com maestria.
- Customização e Escolhas: O jogador decide quem executa os chefes, o que influencia diretamente no desenvolvimento das habilidades do grupo.
Pontos Negativos:
- Efeitos Sonoros de Diálogo: Os grunhidos repetitivos durante o texto podem ser exaustivos.
- Falta de Variedade nos Mapas: Apesar do combate ser divertido, os cenários de batalha carecem de diversidade visual e estrutural a longo prazo.
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