[REVIEW] AINDA MAIS COELINHAS EM BUNNY GARDEN 2

Bunny Garden 2 não apenas dobra o número de garotas disponíveis, como também eleva o nível de gentileza a patamares quase inacreditáveis. No papel de um recém-desempregado que decide gastar seus últimos ienes em um bar temático, você será apresentado a um novo elenco de musas que parecem ter vindo de uma dimensão onde a gravidade é apenas uma sugestão. Entre rodadas de saquê, minijogos de ASMR e a tentação constante de vender os presentes dos seus pais no mercado de pulgas para pagar mais uma hora de conversa, esta sequência da qureate prova que, quando o assunto é simulação de romance e humor politicamente incorreto, sempre há espaço para mais uma coelhinha no jardim.

HISTÓRIA: O Recomeço de um Desempregado

A premissa segue o DNA da série: você assume o papel de um homem que acaba de ser demitido após um erro gravíssimo no trabalho. Em busca de afogar as mágoas, ele é atraído por uma mulher para o Bunny Garden, um bar onde as atendentes se vestem de coelhinhas.

O objetivo é simples: visitar o local durante os finais de semana, conversar com as garotas e construir um relacionamento profundo o suficiente para receber uma confissão de amor antes do prazo final. Nesta sequência, o jogo funciona em um mundo paralelo ao primeiro, o que permitiu que as personagens veteranas (Kana, Rin e Miuka) tivessem cenários totalmente novos, além da introdução de três novas musas.


Um detalhe interessante é que o jogo já começa pedindo ao jogador que escolha seu tipo de garota preferido, o que define quem será a primeira a interagir com você. Essa escolha inicial ajuda a dar um senso imediato de personalização e imersão, além de introduzir naturalmente uma das novas personagens, como a tsundere moderna Erisa.

GRÁFICO E SOM: Muchi-Muchi

Se o primeiro jogo era focado em personagens com belas curvas, Bunny Garden 2 eleva o patamar para o explosivo. Os novos designs de personagens e os figurinos atualizados são luxuosos e provocantes. A física de movimento e os ângulos de câmera são pensados para destacar o apelo visual, mantendo o estilo de recortes 2D expressivos nas conversas e modelos 3D detalhados em momentos especiais.

A dublagem continua sendo um ponto forte, com atuações que variam entre o doce e o sedutor. Uma novidade hilária é o sistema de Karaokê: se a garota estiver bêbada, ela cantará com uma voz mole e desafinada, demonstrando o nível de detalhe da produção. Além disso, os minijogos contam com áudio ASMR de alta qualidade, especialmente no modo Esconde-Esconde com Venda.

Outro detalhe que reforça a imersão é como o comportamento das personagens muda conforme o estado delas (especialmente após beberem) criando pequenas variações de voz, expressão e atitude que tornam cada interação mais dinâmica.

JOGABILIDADE: Gestão de Dinheiro e Afeto
O ciclo de jogo divide-se entre a semana de trabalho (onde você gera renda) e o final de semana no bar.
  • Gestão Financeira: Você precisa pagar bebidas para você e para a garota, além de taxas de serviço e extensões de tempo. O dinheiro some rápido, e o jogo introduz um simulador de filho quebrado: você recebe remessas de dinheiro e eletrodomésticos dos seus pais. A parte cruel? Você pode vender os presentes dos seus pais no mercado de pulgas para gastar tudo com as coelhinhas.

  • Minijogos e Interação: Estão de volta os clássicos como o Pocky Game (rebatizado ou adaptado como o jogo do Aahn), Karuta e a fotografia com Checki. As interações mudam conforme o nível de embriaguez da garota, revelando novos diálogos e comportamentos.

  • Eventos Especiais: Dias com trajes temáticos (camisa do namorado, biquínis, babydolls) e idas a salas privadas ou afters no night pool aprofundam a experiência.

Pontos Positivos:

  • Elenco Expandido: Seis garotas com personalidades distintas, desde a irmãzona acolhedora (Kana) até a tsundere moderna (Erisa).
  • Sátira e Humor: O jogo abraça o absurdo, permitindo que o jogador venda os móveis da própria casa para pagar uma garrafa cara no bar.
  • Imersão: O uso de redes sociais fictícias (Pixi) e mensagens no celular para acompanhar a agenda das garotas dá vida ao mundo.
  • Conteúdo Dobrado: Cenários novos para todas as garotas garantem dezenas de horas de jogo.

Pontos Negativos:

  • Dificuldade Financeira Punitiva: É muito fácil chegar ao Game Over por falência se você não souber equilibrar os gastos.
  • Repetitividade: Para quem não se interessa pelo aspecto de simulação de namoro, o ciclo de trabalhar > beber > trabalhar pode se tornar monótono.
RESUMO
Bunny Garden 2 não tenta ser algo que não é; é um simulador de romance assumidamente focado em fetiches, humor ácido e gestão de recursos. Com a adição de novas garotas que desafiam as proporções e minijogos que exploram o ASMR, o jogo solidifica a qureate como mestre do gênero. Se você gostou do primeiro ou busca um jogo de gestão de carteira com belas coelhinhas, este jardim é o seu lugar.


NOTA: 7/10

Bunny Garden 2 está disponível para Nintendo Switch 1, Nintendo Switch 2 e PC (Steam). Para visualizar ele na Steam você precisa ativar todas as permissões de jogos adultos.

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