[REVIEW] BLUE REFLECTION QUARTET É UMA COLETÂNEA DECEPCIONANTE

Unir toda a trajetória de uma franquia em um único pacote ambicioso sempre carrega a promessa de uma celebração definitiva, e é exatamente isso que Blue Reflection Quartet tenta realizar. Reunindo os principais projetos da franquia, desde a melancolia e o despertar de Hinako no jogo original até a refinada evolução de Second Light, passando pelas inusitadas adaptações de Ray e Sun, a coletânea convida os jogadores a mergulharem em um universo onde os laços emocionais, os conflitos internos e a superação moldam a realidade. No papel, é uma ideia excelente. Blue Reflection sempre foi uma franquia que transitou por diferentes mídias e plataformas, e ter essa trajetória reunida em um único pacote é uma oportunidade valiosa para preservar e apresentar a série a novos jogadores. O problema é que a execução está muito aquém do potencial dessa proposta. E isso fica ainda mais evidente para quem, como eu, já jogou os títulos originais e acompanhou a franquia antes de Quartet, em vez de chegar agora apenas pela coletânea. Eu já conhecia Blue Reflection e Second Light, portanto não entrei nessa experiência esperando descobrir a franquia pela primeira vez. Meu interesse estava justamente em ver como esses jogos haviam sido reunidos, o que havia sido acrescentado e, principalmente, como Ray e Sun seriam adaptados para uma experiência jogável.

No fim, Quartet acaba sendo uma coletânea de extremos, dois RPGs que continuam sendo os pilares da franquia, uma adaptação de anime extremamente problemática e uma reconstrução de um antigo jogo mobile que, embora mais agradável de jogar do que seria um título baseado em gacha, perdeu boa parte da identidade que fazia aquele projeto ser diferente. E há ainda a questão da censura, que merece uma discussão própria. Não porque as alterações destruam a experiência, mas porque representam uma mudança desnecessária em uma obra já existente e, principalmente, porque são difíceis de justificar em uma coletânea que deveria funcionar também como uma forma de preservação da história da franquia.

HISTÓRIA: O UNIVERSO FRAGMENTADO DAS MAGICAL GIRLS
Blue Reflection Quartet reúne um ambicioso conjunto de narrativas conectadas sob a direção artística de Mel Kishida, explorando diferentes facetas de um universo onde emoções humanas, mundos paralelos e garotas mágicas chamadas Reflectors colidem. Apesar das diferenças entre os quatro projetos, existe uma ideia central que atravessa toda a franquia, as emoções humanas possuem uma manifestação física e podem tanto destruir quanto transformar aqueles que as carregam. É uma premissa que permite à série misturar RPG, drama escolar e elementos de magical girls, utilizando os conflitos pessoais das personagens como parte da própria estrutura de gameplay.

Blue Reflection

O primeiro Blue Reflection continua sendo uma experiência bastante interessante narrativamente, mesmo com todas as suas limitações. A protagonista é Hinako Shirai, uma jovem que teve sua carreira como bailarina interrompida depois de sofrer uma grave lesão no joelho. O ballet era praticamente sua identidade, e perder a capacidade de dançar faz com que Hinako também perca parte do sentido que tinha para a própria vida.

É nesse contexto que ela acaba entrando em contato com o Common, uma dimensão alternativa onde as emoções negativas das pessoas se manifestam fisicamente, criando monstros e ambientes distorcidos. Depois de receber o Reflector Ring, Hinako passa a assumir a forma de uma Reflector e começa a enfrentar os Sephira, criaturas que ameaçam o mundo. A estrutura narrativa é relativamente simples, cada capítulo concentra-se em uma das colegas de Hinako e em seus problemas pessoais. A protagonista precisa se aproximar dessas garotas durante a vida escolar e, posteriormente, entrar em seus respectivos Commons para enfrentar as manifestações de suas emoções.

O conceito funciona principalmente porque Blue Reflection não trata suas personagens simplesmente como garotas sempre otimistas e perfeitas. Hinako é particularmente interessante justamente por ser amarga, frustrada e até desagradável em determinados momentos. Ela perdeu aquilo que mais amava e não consegue simplesmente aceitar que sua vida mudou. Sua evolução ao longo da história é, portanto, mais importante do que a própria trama envolvendo os Sephira. A garota começa bastante fechada e aprende gradualmente a lidar com as próprias frustrações e com os problemas das pessoas ao seu redor.

O problema é que o jogo poderia ter desenvolvido melhor a própria Hinako. Seu passado e sua personalidade são interessantes, mas existe uma sensação constante de que faltou profundidade. Second Light acabaria mostrando o quanto a franquia era capaz de trabalhar melhor esse tipo de desenvolvimento. Ainda assim, o primeiro jogo possui uma atmosfera muito própria e estabelece a identidade que seria posteriormente aperfeiçoada pela série.

Blue Reflection Ray

Aqui começa o primeiro grande problema de Quartet. Blue Reflection Ray originalmente não era um jogo, era um anime. A coletânea tenta transformar essa produção em uma espécie de experiência interativa, mas o resultado é tão superficial que é difícil até classificá-lo como uma adaptação tradicional.

A história acompanha Hiori e Ruka, que enfrentam Shino no Common e acabam perdendo seus Fragments, incluindo suas próprias memórias. A partir daí, precisam explorar o Common e recuperar esses fragmentos. A premissa até funciona no papel. O problema é a maneira como ela foi transformada em jogo. A maior parte da narrativa é apresentada através de imagens estáticas retiradas do anime acompanhadas por pequenas narrações. Para quem nunca assistiu ao anime, isso é péssimo.

O jogador é colocado praticamente no final de uma história sem conhecer adequadamente seus personagens, conflitos ou relações. Hiori e Ruka conversam sobre acontecimentos e pessoas como se o jogador já soubesse exatamente do que estão falando. Documentos opcionais tentam compensar essa falta de contexto, mas obrigar o jogador a consultar textos externos para compreender elementos básicos da narrativa é uma solução extremamente fraca.

Para quem já viu Ray, a situação também não parece muito melhor. Os acontecimentos são resumidos de maneira tão superficial que não existe praticamente nenhum valor narrativo novo. E tudo isso dura aproximadamente uma hora. Não há combate, progressão significativa, customização ou qualquer outro sistema capaz de sustentar a experiência. O jogador simplesmente atravessa áreas do Common procurando fragmentos. Existem até caminhos secundários levando a fragmentos opcionais, mas eles não resolvem o problema. Os acontecimentos apresentados continuam sendo extremamente curtos e superficiais.

A ideia de transformar o anime em uma visual novel completa, por exemplo, poderia ter funcionado muito melhor. Ou simplesmente incluir o anime como parte da coletânea. Da maneira como foi feito, Ray parece menos uma adaptação e mais um suplemento extremamente barato. É, sem dúvida, o ponto mais fraco de Quartet.

Blue Reflection Sun

Blue Reflection Sun é uma situação mais complicada. O título original era um jogo mobile com gacha, lançado exclusivamente no Japão e encerrado pouco tempo depois. Eu não joguei essa versão mobile, mas acompanhei o material disponível sobre ela e, principalmente, entrei em Quartet já tendo experiência com os outros jogos da série. E existe uma ironia aqui, a versão incluída em Quartet é provavelmente uma experiência mais agradável do que seria lidar com um jogo mobile baseado em gacha, mas também é uma adaptação que descaracteriza bastante o projeto original.

A história acontece durante os eventos do primeiro Blue Reflection, depois que Hinako derrota os Sephira e, sem saber, acaba contribuindo para a destruição do mundo. Surge então o Ashen World, um mundo atingido por uma misteriosa chuva de cinzas. Algumas pessoas expostas a elas transformam-se nos Testa, enquanto outras desenvolvem poderes sobrenaturais e continuam conscientes. Essas pessoas são chamadas de Eroded. É aí que entra o protagonista masculino de Sun, responsável por comandar um grupo de Eroded e Reflectors. A ideia de colocar um protagonista masculino em uma franquia fortemente associada às relações entre suas personagens femininas não é necessariamente ruim. O problema é que o protagonista é extremamente vazio. Ele funciona quase como um personagem de self-insert, mas sem opções reais de diálogo ou personalidade suficiente para justificar sua existência.

Isso é especialmente problemático porque Sun possui um elenco relativamente grande e tenta desenvolver conflitos emocionais em pouco tempo. As histórias simplesmente acontecem rápido demais. Personagens são apresentados, desenvolvem problemas, entram em conflito e resolvem suas questões sem que exista espaço suficiente para o jogador criar uma conexão genuína com elas. A versão de Quartet também utiliza o sistema de combate de Second Light, reaproveitando seu motor e boa parte de sua estrutura. Isso torna Sun jogável, mas cria uma sensação muito estranha.

Não parece um remake de Sun. Parece uma versão de Second Light usando personagens e acontecimentos de Sun. E isso fica ainda mais evidente quando se conhece minimamente o material original. O Sun mobile tinha seu próprio sistema de combate, fraquezas elementais e até uma trilha sonora diferente. Em Quartet, boa parte disso é substituída por elementos reciclados de Second Light.

Entendo perfeitamente a decisão de retirar o gacha. Aliás, retirar um modelo de monetização desse tipo torna a experiência muito mais acessível, mas retirar o modelo de monetização não significa que seria necessário retirar também a identidade do jogo. O ideal teria sido reconstruir Sun como um RPG completo, ou até mesmo como uma visual novel/RPG narrativo focado nos personagens. O resultado atual é funcional, mas parece uma oportunidade desperdiçada.

Blue Reflection: Second Light

E então chegamos ao motivo pelo qual a coletânea continua valendo alguma coisa. Second Light é, de longe, o melhor jogo de Quartet. E isso não é novidade para quem já jogou o título anteriormente. Na minha experiência, a opinião sobre ele praticamente não muda nesta coletânea, Second Light continua sendo o jogo mais completo, mais refinado e melhor estruturado da franquia.

A protagonista é Ao Hoshizaki, que acorda em uma escola cercada por água ao lado de outras garotas. Enquanto as demais perderam suas memórias, Ao ainda se lembra de sua vida anterior e tenta descobrir como retornar para casa. O mundo paralelo, o Faraway, e principalmente os Heartscapes, permitem que o jogo trabalhe muito melhor os conflitos internos das personagens.

A estrutura básica continua parecida com a do primeiro jogo: explorar, conversar com as garotas, fortalecer relacionamentos e enfrentar monstros. Só que praticamente tudo foi ampliado. O sistema de criação de itens é mais interessante, os diálogos e interações entre as personagens são mais elaborados e o desenvolvimento do elenco recebe muito mais atenção. 

E o combate também evoluiu consideravelmente. Em vez do sistema de turnos mais simples do primeiro jogo, Second Light apresenta um combate muito mais dinâmico, baseado em uma linha temporal que determina a ordem das ações. A quantidade de Ether disponível aumenta conforme o personagem avança na timeline, permitindo executar habilidades mais poderosas e consecutivas.

Isso cria um combate muito mais ativo e interessante. Ainda existem problemas de balanceamento, especialmente porque a dificuldade cai bastante conforme o jogo avança, mas ele oferece muito mais possibilidades do que o sistema do primeiro título

Além disso, a coletânea inclui personagens jogáveis adicionais provenientes de Ray e Sun, o que é uma adição bastante interessante para quem conhece a franquia. Se existe um jogo aqui que demonstra o potencial que Blue Reflection poderia ter tido desde o começo, é Second Light.

GRÁFICO E SOM: O Estilo de Mel Kishida

Visualmente, a coletânea carrega o DNA estético característico de Mel Kishida, um dos maiores responsáveis pela identidade de Blue Reflection. Seu traço delicado, os designs detalhados das personagens femininas, os figurinos cheios de elementos e a atmosfera onírica fazem com que a franquia tenha uma identidade visual muito particular. É justamente essa arte que originalmente me chamou atenção para Blue Reflection. Assim como aconteceu com outros trabalhos de Kishida em jogos da Gust, existe uma tentativa clara de transportar suas ilustrações para modelos 3D sem perder completamente seu charme.

O resultado é mais convincente em Second Light, que é obviamente o título mais moderno e refinado visualmente. O primeiro Blue Reflection já demonstra sua idade, principalmente em modelos, cenários e animações, mas continua bonito graças à direção artística. Os Commons e Heartscapes também são importantes para a atmosfera. A série consegue transformar sentimentos e conflitos internos em ambientes visualmente estranhos e interessantes, contrastando com a normalidade da vida escolar.

Já Ray e Sun deixam mais evidente a sensação de reaproveitamento. Ray depende principalmente das imagens estáticas do anime, enquanto Sun reutiliza recursos técnicos e elementos de Second Light. Em vez de parecerem quatro experiências cuidadosamente reconstruídas para coexistirem, os títulos derivados passam a sensação de terem sido adaptados com recursos limitados.

No departamento sonoro, a franquia continua entregando trilhas melodiosas e atmosféricas que combinam muito bem com os momentos de calmaria escolar e as batalhas mágicas. A dublagem japonesa também continua sendo um ponto forte, ajudando a dar personalidade a um elenco bastante expressivo. Porém, novamente, Sun apresenta um problema específico parte de sua identidade musical original foi substituída por faixas reaproveitadas de Second Light. É compreensível do ponto de vista de produção, mas é mais um exemplo de como a adaptação acabou perdendo características próprias.

JOGABILIDADE: Do Turn Based à Ação Dinâmica
A jogabilidade varia consideravelmente dependendo do título selecionado, refletindo a evolução da Gust ao longo dos anos. O primeiro Blue Reflection aposta em um sistema de turnos relativamente tradicional, enquanto Second Light pega essa base e transforma-a em algo muito mais dinâmico.

Sistemas Clássicos e Rápidos

No jogo original, o combate utiliza uma timeline para determinar a ordem das ações. Fora dos Commons, Hinako participa de atividades escolares e obtém Fragmentos que podem ser utilizados para aprimorar seus atributos. Quando os personagens sobem de nível, recebem pontos que podem ser distribuídos em diferentes categorias. Ao alcançar determinados níveis, novas Ether Skills são desbloqueadas. O sistema funciona, mas rapidamente mostra suas limitações.

Existem habilidades e combinações extremamente poderosas capazes de trivializar boa parte da experiência, enquanto a exploração dos Commons é bastante repetitiva. Depois das primeiras horas, a sensação é de que o sistema praticamente já mostrou tudo o que tinha a oferecer. Second Light refina profundamente essa base. O combate se torna muito mais dinâmico, com uma timeline constantemente se movimentando e diferentes níveis de Ether permitindo executar habilidades mais poderosas conforme o combate avança. Somado a isso estão o crafting, os sistemas de suporte e o desenvolvimento das relações entre as personagens. Existe muito mais envolvimento do jogador. Apesar de ainda ficar fácil demais posteriormente, o sistema possui um ritmo muito mais satisfatório e é claramente o melhor combate da coletânea.

A Experiência Frágil das Adaptações

Em contraste, Blue Reflection Ray praticamente elimina qualquer elemento tradicional de RPG. Não existe combate. Não existe progressão relevante. Não existe customização. A experiência consiste essencialmente em caminhar pelo Common procurando fragmentos de memória.

Blue Reflection Sun pelo menos oferece combates, mas eles são excessivamente simplificados e pouco participativos. O jogador praticamente não tem oportunidades reais de construir sua equipe ou experimentar diferentes estratégias. Mesmo ganhando níveis, existe pouca sensação de crescimento porque quase tudo acontece de maneira linear. São combates que parecem estar presentes apenas para criar uma ilusão de que Sun é um RPG completo. Isso é especialmente frustrante quando consideramos que o próprio Second Light demonstra como esse sistema poderia funcionar muito melhor.

A CENSURA E AS ALTERAÇÕES

Esse é provavelmente o aspecto que mais incomoda quem conhece o primeiro Blue Reflection. Algumas cenas foram modificadas em relação às versões originais, principalmente no primeiro jogo. Não se trata simplesmente de cortar uma cena inteira, mas de alterar determinados elementos da apresentação e de seus gatilhos. As alterações são relativamente pequenas, mas isso não significa que sejam irrelevantes. Para quem está conhecendo Blue Reflection pela primeira vez, provavelmente nem será possível perceber o que mudou. Para quem já jogou a versão original, entretanto, a situação é diferente. Uma coletânea como esta deveria ser, antes de qualquer coisa, uma forma de preservação.

Quando você relança uma obra antiga, especialmente uma série que passou por diferentes plataformas e atualmente está relativamente esquecida, existe um valor histórico em manter o conteúdo original o mais próximo possível de sua forma inicial. Não vejo problema em adicionar opções, melhorias de acessibilidade ou controles para conteúdos considerados desconfortáveis. Um simples aviso de conteúdo ou uma opção alternativa poderia oferecer uma solução muito mais elegante. O que incomoda é a alteração unilateral da obra. E existe ainda uma questão conceitual, Blue Reflection não surgiu agora. O jogo já foi lançado anteriormente, já teve sua identidade estabelecida e já possui uma comunidade que o conhece daquela maneira.

Modificar uma obra antiga para adequá-la a sensibilidades modernas pode ser compreensível do ponto de vista comercial, mas não deixa de ser censura. Não considero necessário transformar isso em uma cruzada contra a coletânea, porque as mudanças não são suficientes para tornar o jogo ruim mas, também não vejo motivo para fingir que elas não existem. Especialmente em uma coletânea cujo objetivo deveria ser justamente reunir e preservar a história da franquia. Para novos jogadores, a diferença provavelmente será invisível.

Para quem já jogou o original, ela é uma lembrança de que Quartet não está simplesmente preservando esses jogos, está também reinterpretando partes deles. E isso é particularmente frustrante porque seria perfeitamente possível manter o conteúdo original e, ao mesmo tempo, oferecer alternativas modernas para quem não quisesse vê-lo.

Pontos Positivos

  • Inclusão de Second Light: O título mais refinado e completo da franquia continua sendo o grande destaque da coletânea, oferecendo dezenas de horas de conteúdo de alta qualidade.
  • Valor de Conteúdo: Reunir quatro projetos relacionados em um único pacote cria uma oportunidade bastante conveniente para novos jogadores conhecerem o universo de Blue Reflection.
  • Direção Artística Marcante: O estilo de Mel Kishida continua sendo um dos maiores atrativos da série.
  • O Primeiro Blue Reflection Continua Relevante: Mesmo com suas limitações, possui uma atmosfera única e uma protagonista interessante.
  • Evolução da Jogabilidade: A diferença entre o combate do primeiro jogo e o de Second Light demonstra claramente a evolução da fórmula.
  • Melhorias de Quality of Life: Autosave, aumento de velocidade de movimentação e outras melhorias tornam a experiência mais confortável.
  • Material de Referência: Glossário, galeria, perfis de personagens, relações e informações sobre a conexão entre os títulos são excelentes adições para novos jogadores.
  • Sun sem Gacha: Apesar dos problemas da adaptação, retirar a monetização original elimina uma das características mais desagradáveis do formato mobile.
Pontos Negativos
  • Qualidade Questionável de Ray e Sun: As duas adaptações parecem apressadas e superficiais quando comparadas aos jogos principais.
  • Blue Reflection Ray: Aproximadamente uma hora de conteúdo, sem combate e com uma narrativa extremamente dependente do conhecimento prévio do anime.
  • Blue Reflection Sun: Perdeu parte considerável da identidade do projeto mobile ao reutilizar sistemas, motor e músicas de Second Light.
  • Protagonista de Sun: Possui pouca personalidade e funciona mal como personagem central.
  • Desnivelamento Geral: Existe uma disparidade enorme entre o polimento dos dois RPGs principais e o acabamento das experiências derivadas.
  • Censura e Alterações: Algumas cenas foram modificadas em relação às versões originais, algo que pode incomodar especialmente jogadores que já conhecem os lançamentos anteriores.
  • Combate Repetitivo no Primeiro Jogo: Apesar de funcional, rapidamente começa a mostrar suas limitações.
  • Exploração Simples: Os Commons do primeiro título são pouco variados.
  • Stealth em Second Light: Os segmentos obrigatórios continuam sendo um dos pontos mais fracos do melhor jogo da coletânea.
  • Poucos Motivos para Veteranos Comprarem Novamente: Para quem já possui os jogos principais, as melhorias de qualidade de vida dificilmente justificam uma nova compra por si só.
RESUMO
Blue Reflection Quartet é uma ótima ideia que acaba prejudicada por uma execução irregular. Blue Reflection e, principalmente, Second Light continuam sendo excelentes representantes da franquia, mas Ray e Sun parecem adaptações apressadas que não fazem justiça às suas obras de origem. As melhorias de QoL são bem-vindas, mas as alterações e censuras em relação aos lançamentos originais também incomodam, especialmente para quem já conhece os jogos. No fim, é uma boa porta de entrada para novos jogadores, mas uma coletânea difícil de recomendar para quem já possui os títulos principais. Second Light continua sendo o grande destaque, enquanto os projetos derivados deixam evidente o potencial desperdiçado de uma coleção que poderia ter sido definitiva.

NOTA: 5,5/10

BLUE REFLECTION Quartet está disponível para PS5, Nintendo Switch 1, Nintendo Switch 2 e PC (Steam)

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